Maturidade

Cresci, como é de praxe

Deixei pra trás o egoísmo

O eu, eu, eu, eu quero, eu sou, eu sei

Aprendi que não se pensa nem age

Sem olhar em volta

Que a inconsciência é abominável

Então acordei

E parei de ser só eu

E deixei de pensar “eu quero”

Para dizer “eu devo”

E me forcei a abrir mais os olhos

Pois tinha que ver tudo

E saber tudo lá de fora

Pra não viver mesquinhamente

E acabou dando certo

Me transbordam consciências

Não há mais eu

Não mais sou, nem sei

Nem quero

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