Queria da vida uma imensa aventura
Daquelas que levam a gente pra longe
Longe de tudo o que é conhecido
Não suporto mais me conhecer
Fujo para o estranho e o distante
Fujo de ter que olhar para dentro
Seria tão simples se conseguisse
Atirar-me ao mundo livre de mim
Atirar-me a ele, inteira pra ele
Pura e sem mesquinharias
Mas não adianta, estou sempre aqui
Presa nos meus egoísmos
Sem ter como escapar
Conhecer a grandeza do universo
Percorrer grandes distâncias
Por que penso tão pequeno, tão estreito
Quando se trata de mim?
Como foi que me tranquei
Aqui, dentro da mente?
Que posso eu com minhas miudezas
Nessa vastidão infinita
Cheia de descobertas inimagináveis
Para os que se transcendem
Mas quando penso em mim
Com minhas limitações
Tudo perde o sentido
Esse mundo enorme perde o tamanho
A importância
E a graça
E não acredito mais no que sinto
No que penso, ou no que faço
Apenas sei da fatalidade
Da minha eterna cegueira
Da eterna apatia
Cada vez mais acolhedoras
Conforme tudo escurece…
December 23, 2010 at 5:06 pm |
Gosto de seus poemas.
São tão…Fáceis de compreender,mas tão bons!
Pois é.Encontrei-a por meio do Fanfiction.Net (como a inegável yaoísta que sou.)
O texto Cárcere me fez lê-lo várias vezes…
Enfim,passei aqui só para dizer que gosto do que escreve…
(como ficou incompleto esse comentário….)
Alissa