Às vezes tenho em mim um desejo de Morte
Que não é bem desejo de morrer;
Mas uma ânsia pela quietude
Pelo silêncio da Morte
O silêncio de todas as coisas vivas
Uma ânsia pelo cessar absoluto
de todo ruído e movimento
de qualquer manifestação física
Então, busco essa paz
Deito e fecho os olhos
E vem o turbilhão
Na minha mente, as vozes
Gritando, exigindo tudo
Todas as emoções de que me privo
Toda a agitação que eu não vivo
Sacodem-me a alma
Implorando para serem reais
Para rasgarem o marasmo
Com toda a brusquidão da Vida…
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